Mostrando postagens com marcador padrastos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador padrastos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Como foram suas férias?





















Acabou-se julho e com ele as férias escolares. As crianças e adolescentes voltam às aulas e, na minha época de estudante, era clássica a redação "Minhas férias". A gente já sabia e, muitas vezes, durante as férias, pensava: Isso eu vou escrever na minha redação! Andei pensando por esses dias, como são as férias dos filhos cujos pais estão separados. Viajam para encontrar o pai/mãe que mora longe? Vão poder encontrar tios e primos, avós que também moram distante? Vão viajar com um dos pais e os novos irmãos? Vão viajar com uma nova família? Vão ficar por aqui mesmo porque não vêem o pai há tempos e a mãe não conseguiu tirar férias? Vão ficar com o pai, mas estão preocupado com a mãe que vai ficar sozinha? Ou vice-versa? Vão viajar com o pai/mãe, mas estão aflitos porque vão sentir saudades do outro? Será que vão poder se comunicar com eles? E, quem fica? Contente porque também vai ter umas férias das crianças? Angustiado porque não sabe o que fazer sem elas? Feliz porque elas vão ter um tempo bom com o outro pai/mãe? Com medo porque ela pode gostar tanto que não vai querer voltar? Enfim, poderia ficar aqui muito tempo levantando as possibilidades sobre as férias em uma família após uma separação conjugal. Fico por aqui, no entanto, pensando que podemos aprender muito nas férias também!

domingo, 8 de maio de 2011

Conciliando as novas formas com queridas tradições: quem se atreve?

As separações desalinham os formatos habituais de parentesco em nossa cultura. Pai, mãe, filhos já não estão sempre juntos. Madrastas, padrastos, irmãos de várias combinações de pais e mães, o fenômeno da multiplicação dos avós... São novas formas de conviver em família. O difícil para todos é quando tentamos enquadrar as novas formas dentro das antigas. Ou qualquer das nossas atitudes que não tenham a flexibilidade necessária para acompanhar e criar novas formas de convivência. Temos apego ao que conhecemos. Temos medo daquilo que nos é estranho. Rituais, datas comemorativas tem o sabor da tradição, da repetição daquilo que já sabemos e que nos dá segurança a cada passo. Porém, às vezes as tradições são subvertidas e temos novidades em nossa família. Novos apegos de nossos filhos, novas rotinas também. O fim de semana do pai cai no dia das mães... É tudo encaixadinho com o fim de semana dos filhos da nova mulher do pai, madrasta que, óbvio vai ficar com os filhos e adoraria ficar com os enteados. Afinal, ela também faz o papel de mãe. Enfim, apenas um pequeno exemplo de situação corriqueira, mas que nos exige flexibilidade. Podemos entrar no clima de disputa, ou quem sabe favorecer novas conversas e quem sabe criar realmente novas e surpreendentes formas de convivência. Quem se atreve?
Desejo que mães, pais, filhos, avós, madrastas, padrastos tenham tido hoje um bom dia. Um dia de reconhecimento de todo o valor que tem. Um dia de reconhecimento do quanto uma andorinha não faz verão e que para criar uma criança feliz, ou melhor famílias mais felizes, em conjunto, em rede, é muito melhor e mais fácil para todos.
Boa noite!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Há alguns dias Nadia postou sobre a madrasta. Há também o padrasto, personagem que tem menos visbilidade na literatura infantil, diferentemente da madrasta, mas que também merece uma conversa. Apenas para provocar, em tempos em que se discute a paternidade sócio-afetiva, qual o papel dos padrastos na vida das crianças, adolescentes e jovens adultos que ainda vivem em suas famílias? É mais fácil para as madrastas, por serem meulheres adotarem os filhos do marido e assumirem cuidados e funções parentais? Os homens ficam mais distantes? Como sempre, os pré-conceitos não nos ajudam. Acontece de tudo. Padrastos que assumem filhos da atual companheira, outros que permanecem em posições mais periféricas na educação, mas são amigos, outros não. Mas, um assunto que tenho visto com alguma frequencia na clínica é o da separação em que a relação conjugal se desfaz e complica-se ainda mais este papel. Vi situações em que o padrasto mantém o vínculo com os enteados, ao menos por algum tempo. Em outras, o vínculo é rompido junto com o casamento. Em outras ainda, há tentativas mal sucedidas de manter o vínculo pelo padrasto, madrasta, mas que o pai ou mãe não permitem. Quais as possíveis alternativas para esta situação? Não há nenhuma lei ou regra que inclua explicitamente o lugar e os direitos e deveres de um padrasto ou madrasta. A cada novo arranjo familiar, vemos que as pessoas são criativas para adaptarem-se a suas necessidades e às possibilidades que têm. Mas, seguramente é mais um vínculo que merece atenção. Não seria o caso de se considerar a importância destes vínculos para os filhos e enteados? E para os adultos que muitas vezes participaram e amaram estas crianças? Por outro lado, vamos instituir mais regras, mais leis e questões de visitações e guarda de padrastos e madrastas? São perguntas que não tem respostas certas, servem para nos chamar à reflexão. Uma boa semana a todos!