segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Bem vinda Monica !
Sim, seja muito bem vinda Monica Meyer. É um privilégio tê-la conosco. Acredito que, com toda sua experiência e sensibilidade, muito terá muito a contribuir para com nosso blog.
Novidade! Bem vinda Monica!
É com prazer, orgulho e mais um monte de coisas que recebemos Monica Meyer como colaboradora de nosso blog. Monica é uma profissional com uma estrada enorme no tema principal ao qual temos nos dedicado. Como psicóloga, além da clínica atuou durante muitos anos nos contextos judiciários. Portanto, vamos aguardar para ver, ler e conversar com ela!
Seja bem vinda Monica!
Seja bem vinda Monica!
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Separar???
Olá amigos do nosso blog, quanto tempo!
Quero compartilhar com vocês os últimos dois anos da minha vida.Não foram fáceis, foi um período de muita inquietude... Logo eu que cantava aos quatros ventos que após os sessenta, com filhos criados, uma carreira consolidada, relações bem solidificadas, a vida seria um mar sereno. Não me perguntem de onde eu tirei esta ideia, mas acreditava nela. Talvez porque achasse, o que é verdade, que aos sessenta não se é tão jovem , mas também não se é tão velho assim. Ainda damos um bom samba ou um bom caldo.
Bem, voltando ao início do meu post, já há algum tempo vinha pensando em me separar. Talvez a primeira vez que pensei nisso foi há vinte anos, numa viagem pelo interior de Minas Gerais. Nesses dois últimos anos essa ideia se tornou presente demais. Em um determinado momento eu já não estava em lugar algum. Não estava satisfeita com minha vida, não me sentia plena, estava me achando acomodada, sem graça e afetivamente dependente de filhos e neto. Eles são muito, mas muito importantes para mim, com um porém , um pouquinho atrás de mim. E a ideia da separação me perturbando continuamente. Como assim se separar depois dos sessenta? Esta mulher só pode ser louca varrida! E tome de sofrimento, já estava até convencida que eu era realmente completamente maluca, largar tudo... me mandar.. ir embora...Estava tudo nos lugares, família legal, amigos queridos...e eu não estava satisfeita com minha vida! Como se explica essa insatisfação sútil para os amigos. Agora é hora de sossegar o facho, Nadia, (eu percebia nas expressões de surpresa, de desagrado, de "você vai cometer uma tremenda burrice"). E eu só, muito só para decidir. Meu deus como a gente se sente desamparada nessa hora de tomar uma decisão, como se deseja um colo, uma garantia de que tudo vai ser bom, que sua vida vai ser muito melhor. e ninguém lhe garante nada, E nem pode, pois a decisão é só sua. Seus filhos já tomaram seus rumos ou estão prestes a. Então seu destino está em suas mãos. Não é uma escolha fácil, tinha muito a perder e apostando em algo melhor. Sairia da famosa zona de conforto em busca de novos caminhos. Uma bandeirante do século vinte e um. E tome sofrimento, noites em claro, pois não havia um motivo escalafobético, daqueles que todo mundo vai te apoiar, havia tão somente um desejo de paz, de tranquilidade. Mas dói ,como dói!
Foi assim amigos, que no dia 31 de janeiro deste ano, bati a porta do meu apartamento no Jardim Botânico, no Rio e chorando ao me despedir do apartamento, das empregadas, dos porteiros, peguei o carro com mala e cuia e os dois cachorros e me separei. Sim, me separei porque já não suportava mais estar entre o ir e o ficar. Fui , com a cara e com uma pequena coragem rumo a minha nova vida. Não sem antes chorar litros e litros ao me despedir de cada pequena ou grande coisa que compunham a minha vida, dos meus filhos e neto amados,dos meus amigos insubstituíveis,do meu consultório, dos meus pacientes queridos, da Lagoa Rodrigo de Freitas, dos meus programas, dos meus museus e do tantão de coisas que tornam a nossa vida gostosa.
Hoje estou aqui em Tiradentes, MG, com meu marido, cidade que visitei pela primeira vez há vinte anos e que me fez pensar que a vida pode ser boa, também, longe da cidade grande, do barulho de sirenes, de assaltos, engarrafamentos e mais perto da natureza e da simplicidade.
Aqui posso viver e me sentir mais tranquila até...até quando eu quiser .
Esta é a história da minha separação!
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Olá a todos! Depois de longo tempo de ausência, estamos de volta! O último ano foide muitas mudanças. Eu concluindo um doutorado, minha companheira de blog Nadia, mudando de vida e de cidade. Ciclos que se encerram e dão oportunidade a outros. "That's life!". Os budistas nos ensinam sobre a impermanência de vida. Sobre como todas as coisas têm seu tempo e lugar e como devemos aprender a lidar com isso. Mas... É justamente essa uma das nossas (minhas) maiores dificuldades! Deixar ir, deixar vir... Então, espero que a ausência traga bons frutos para nosso blog. Estamos pensando em mudanças, mas principalmente em compartilhar com vocês tudo que andamos aprendendo nesse tempo e começar ou continuar nossa conversa iniciada, e dar lugar a muitas e muitas outras. Ainda estamos nos organizando para essa volta, mas contamos com a presença de vocês para nos levar um pouco mais além! Um grande abraço!
domingo, 11 de março de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
A esperança de tudo se ajeitar


E, começa um novo ano... E, mesmo que isso signifique apenas que todos que seguem um calendário convencionaram que tudo fica para trás e começamos tudo de novo após mais uma noite, o efeito não é de se jogar fora. São milhões, até bilhões de pessoas pensando que "daqui pra frente tudo vai ser diferente", como diz o cantor. Mais do que fogos, mais do que o branco e dourado, mais do que os votos, vale a vontade de estar diferente no novo ano. E, fazer novos os dias do novo ano. Essa é a esperança que podemos a cada virada, de ano, de mês de dia, levar. Separações às vezes parecem becos sem saída. Às vezes parecem finais apenas. Demoramos para ver nelas o início de algo, portas e caminhos. Em 2012, e em todos os nossos dias, desejo aos leitores do nosso blog a esperança e a possibilidade de ver caminhos, sempre...Um 2012 pleno de esperança a todos!
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domingo, 4 de dezembro de 2011
Pluriparentalidade: você sabe o que é isso?
Há pouco tempo atrás, nas redes sociais foi veiculada uma polêmica discussão sobre o que é uma família, baseada, se não me engano em uma propaganda de uma partido político que definia a família como um homem, uma mulher e filhos. Houve uma indignação em defesa de outras formas de relacionamento humano que são famílias como as famílias em que o casal é formado por dois homens e duas mulheres. A reflexão que tenho hoje é, independente do sexo das pessoas que decidem inaugurar uma família, como fica a parentalidade após uma separação. Por parentalidade, entendo a tarefa, o lugar, tando do pai como da mãe junto a seus filhos. É uma palavra meio nova e que junta a maternidade e a paternidade.
Quando há a separação dos pais de uma criança, o exercício da parentalidade é um desafio complexo. Cada um em uma casa, muitas vezes sem a possibilidade de conversar sobre os filhos. A disjunção entre a parentalidade e a conjugalidade é um dos maiores nós com que lidamos nas separações e divórcios... É muito difícil separar, especialmente, sob grande emoção, o seu (sua) ex do pai (mãe) dos seus filhos. Para as crianças ou não tão crianças que tem os pais separados, é a garantia de um processo melhor com desdobramentos mais suaves. Os pais e mães que moram sozinhos com seus filhos e aqueles que não residem com eles, mas convivem de outras formas, criam a cada dia novas maneiras de exercer a parentalidade que não a clássica em que pais e mães moram juntos. E, quando se agregam novos companheiros, filhos de outras uniões destes a configuração vai ficando cada vez mais parecida com uma grande teia. Temos de novo famílias grandes, com quatro, cinco filhos ou mais...
As clássicas formas, boas ou não, que aprendemos, não funcionam com tanta facilidade. A distribuição de autoridade, de responsabilidade, de afetividade, às vezes fica complicada. Hoje em dia, criou-se até um novo nome para isso: a pluriparentalidade. A palavra é até difícil de falar. De viver, então...
Mas, complexo, não quer dizer ruim ou impossível. Quer dizer que, como as relações humanas em geral, dá trabalho... Existem inúmeras famílias de segundo, terceiro, etc. casamento que são felizes e experimentam a criação de relações de afeto, confiança, solidariedade e inclusão. Em outras, os caminhos são mais difíceis e às vezes precisam de ajuda para não criar, ao contrário, rompimentos, mágoas e dores que não cicatrizam. Aprender uns com os outros é um recurso muito útil nesses momentos. Que tal usar? Podemos perguntar, nos juntar e conversar.
Quando há a separação dos pais de uma criança, o exercício da parentalidade é um desafio complexo. Cada um em uma casa, muitas vezes sem a possibilidade de conversar sobre os filhos. A disjunção entre a parentalidade e a conjugalidade é um dos maiores nós com que lidamos nas separações e divórcios... É muito difícil separar, especialmente, sob grande emoção, o seu (sua) ex do pai (mãe) dos seus filhos. Para as crianças ou não tão crianças que tem os pais separados, é a garantia de um processo melhor com desdobramentos mais suaves. Os pais e mães que moram sozinhos com seus filhos e aqueles que não residem com eles, mas convivem de outras formas, criam a cada dia novas maneiras de exercer a parentalidade que não a clássica em que pais e mães moram juntos. E, quando se agregam novos companheiros, filhos de outras uniões destes a configuração vai ficando cada vez mais parecida com uma grande teia. Temos de novo famílias grandes, com quatro, cinco filhos ou mais...
As clássicas formas, boas ou não, que aprendemos, não funcionam com tanta facilidade. A distribuição de autoridade, de responsabilidade, de afetividade, às vezes fica complicada. Hoje em dia, criou-se até um novo nome para isso: a pluriparentalidade. A palavra é até difícil de falar. De viver, então...
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